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Você começa a escrever um poema, mas, no papel em branco, não sabe onde vai dar, não há planos. Você só tem uma intenção, entretanto não sabe o que vai acontecer com ela, está condenado a todas as probabilidades. Quando se escreve a primeira palavra, reduzem-se as probabilidades. Você passa a ter todas as probabilidades menos uma porque escreveu a primeira palavra, que vai determinar a segunda… aí o acaso começa a ser reduzido e surge uma nova verdade, um texto. Se você escrever a palavra X em vez da Y, o poema vai ser de um jeito. Trata-se de uma mistura de acasos.
Ferreira Gullar, em entrevista ao colégio Móbile. -
Anacrônico
A banda Anacrônico (dos meus queridos amigos Gabriel Amorim, Victor Zoppello, Tim Zurita e Tonico Ferreira) representa o colégio Móbile no Provão MTV. A banda arrasou, principalmente na última música, Navegar, de autoria própria (44:20, mais ou menos). Eles têm mais oito músicas próprias. Vale a pena checar!
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Um sorriso
Ela sorriu como há tempos não sorria e, não sei bem por quê, isso me contagiou.
- Eu to… feliz. - ela me confessou.
Daí apareceu aquele sorrisinho no canto da boca… Da dela e da minha também.
Não sei explicar não. Só sei que foi assim (como diria Chicó).
Não sabia o que falar. Na verdade, não tinha o que falar. Então, olhamos para o céu e, como por ironia do destino, estava uma lua bem cheia e brilhante naquela noite. Sem estrelas, não… Elas eram desnecessárias: as nuvens as cobriam. Mas a lua… Aquela lua não deixaria nada passar por cima dela. Era como se as nuvens a contornassem. Na verdade, era exatamente isso que estava acontecendo.
Olhamo-nos nos olhos.
- Mas será que vai dar tudo certo? - ela me perguntou um pouco apreensiva.
- Deixa pra lá, a gente devia mesmo é comer um queijo suíço.
- Uma certa zelig
(à menina que não usa mais tanto aquele batom vermelho)
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Truth is a construction after the event.
Alain Badiou; em entrevista ao The Guardian -
Antropofagia
o papel
como a
torre
de Babel
- Uma certa zelig
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Página em branco
desespero
mais um pranto
recupero
- Uma certa zelig
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Delphine Durand - as ilustrações mais incríveis da França
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cacos (no mais escuro
que mínimo é mais sujo
da cidade o menor
beco) de espelho
… são cada qual (por que
a gente diz que é des
graça quebrar um)
céu por sua vez(E. E. Cummings; Poem(a)s - tradução de Augusto de Campos)